terça-feira, 30 de abril de 2013

Bicho da semana

   O Leopardus weidii, ou Gato-maracajá, é o animal escolhido da semana pelo NUPAS, ele pertence a um dos grupos de mamíferos mais apreciados pelo homem e se inclui também no grupo de animais silvestres mais pesquisados, os felídeos. Hoje em dia, a maior causa do declínio da população de felídeos silvestres na natureza é a destruição e a fragmentação do seu habitat, além do tráfico ilegal e da perseguição direta em forma de caça e abate. Como você, leitor, pode perceber, ao acompanhar o blog, essas ameaças são comuns entre muitas espécies de animais silvestres infelizmente.
   O Gato-maracajá é considerado um pequeno felídeo, medindo de 46 a 62cm de comprimento e pesando em média 3,3kg. Este animal apresenta algumas características marcantes como olhos grandes e protuberantes, focinho saliente, patas grandes e uma cauda comprida, representando até 70% do comprimento do corpo (da cabeça à inserção da cauda).


   A coloração da sua pelagem varia entre amarelo-acinzentado e castanho-ocre, com diversas tonalidades intermediárias. O padrão dos ocelos também é variável, de grandes pintas sólidas a bandas longitudinais. As rosetas são largas, completas e bem espaçadas nas laterais.
   Este felino apresenta hábito solitário e quase exclusivamente noturno. Durante o dia descansa nas árvores, apresentando uma excepcional habilidade para escalá-las, pois conseguem girar as patas traseiras até 180º, o que o permite se locomover sob galhos, se pendurar pela pata traseira e descer troncos verticais de frente.



   Pode ser encontrado em todas as regiões brasileiras principalmente em florestas verdes e decíduas, além de planícies costeiras, matas ciliares e cerrado. Sendo raramente encontrada em altitudes acima de 1.200m. Segue abaixo um vídeo pertencente ao arquivo do NUPAS de um Leopardus wiedii na localidade de Painel, SC. 




Fique atento as próximas publicações do Blog!!

Por: Thaís Hipolito

Fonte:

CUBAS, Z.S., SILVA,J.C.R. & Cartão-Dias, J.L. (ed.) Tratado de Animais Selvagens – Medicina Veterinária. Editora Roca, São Paulo.

São Paulo (estado). Polícia Militar do Estado de São Paulo. Comando de Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Desejamos a todos o respeito dos índios pelos animais


Hoje comemoramos o dia do índio, decretado pelo então presidente Getúlio Vargas no ano de 1943! Neste dia costuma-se valorizar e relembrar a cultura indígena, assim como a importância desse povo. Aqui no Brasil o número de índios chegava a cinco milhões de nativos aproximadamente. Como sabemos os índios sobrevivem utilizando recursos naturais oferecidos pelo meio ambiente através da caça, plantação, pesca, coleta e produção de instrumentos necessários a essas atividades. Tudo para os índios era motivo de comemoração, independente se havia tido uma boa colheita ou um casamento, então nada mais justo do que o NUPAS também comemorar o dia daqueles que possuem grande importância histórica.
Como os índios habitavam as matas eles estavam em conexão direta com a fauna e flora, consequentemente com os animais silvestres de sua região, como por exemplo, alguns macaco, araras, quatis, papagaios, porcos do mato e capivaras. Há ainda alguns traços de nossa linguagem que descendem dos índios, como a origem de alguns nomes de animais silvestres, por exemplo, o jacaré que veio da tribo tupi, o jaguar que significa "cão" ou "lobo", a capivara que quer dizer "comedor de capim", entre outros como jacu, guará, tatu, tamanduá, jararacuçu.

Filme "Tainá - a origem"

À medida que os anos foram passando a urbanização e população aumentaram em grandes proporções, e os índios perderam seus espaços para grandes cidade ou áreas de agropecuária, assim como os animais silvestres. Atualmente uma das adversidades no Brasil são os conflitos por demarcações de terras que os índios reivindicam. Mas não podemos esquecer que os índios são parte da história viva do nosso país e merecem todo o respeito.
Há um provérbio indígena que questiona se somente quando for cortada a última árvore, pescado o último peixe, poluído o último rio, é que as pessoas vão perceber que não podem comer dinheiro. O NUPAS zela pelo respeito para com os animais, portanto, vamos nos espelhar nos índios que tanto apreço tem pelos animais silvestres.


Por: Fernanda Cabreira e Thaís Hipolito


segunda-feira, 8 de abril de 2013

O NUPAS preparou mais essa para você!

Caro leitor, não perca mais essa novidade do NUPAS! Estreou hoje na rádio UDESC FM um dos projetos do grupo. O projeto de extensão “É o bicho: a fauna catarinense no rádio” foi reformulado e começa a ser transmitido em todas as rádios UDESC FM do Estado de Santa Catarina, em Lages 106.9, Joinville 91.9 e Florianópolis 100.1 a partir da data de hoje, com 3 inserções diárias, incluindo finais de semana.
O programa “É o bicho” transmite ao ouvinte curiosidades, conhecimento e desmistifica espécies da fauna catarinense nativa. Ouça abaixo o programa que foi ao ar hoje.



Os horários na rádio UDESC FM Lages são às 8, 16 e 23h. Caso você não tenha acesso a um aparelho de som ou esteja fora da área de abrangência, sintonize-se pelo site www.cav.udesc.br , clicando no link da rádio.
Portanto querido leitor, a partir de hoje fique mais por dentro ainda da fauna catarinense nativa com o NUPAS e seja também um ouvinte da rádio! Sintonize na Rádio UDESC FM e não perca essa novidade que o NUPAS preparou para você!


Por: Thaís Hipolito

segunda-feira, 18 de março de 2013

As semelhanças são grandes

Quem nunca ouviu falar que “Não se compra o livro pela capa” ou “As aparências enganam”? São ditados populares como esses que nos deixam um pouco ressabiados e desconfiados, afinal “Um homem prudente vale mais que dois valentes”. Hoje o NUPAS irá mostrar a você leitor que realmente “Nem tudo que reluz é ouro”.
Na natureza os animais costumam se proteger de seus predadores de diversas maneiras, se escondendo, subindo nas arvores ou ainda se camuflando. O ato de se camuflar nada mais é do que uma adaptação ao meio ambiente no qual o animal vive, permitindo com que o mesmo seja indistinto ao meio que o cerca. Este recurso é resultado de uma seleção natural que determinada espécie sofreu durante muitos anos. A camuflagem pode ocorrer através da coloração, da cobertura corporal ou ainda pelo formato do corpo, por exemplo, os golfinhos e alguns peixes marinhos que possuem uma coloração azul acinzentada para se assemelharem ao mar.


Esta imagem foi obtida dos arquivos do NUPAS, aonde podemos observar a presença de dois quatis camuflados no ambiente em que vivem, devido, principalmente, a sua coloração.
Outra característica que algumas espécies de animais silvestres apresentam, a qual os permite se proteger dos predadores, é a mimetização. Pode ser facilmente confundida com a camuflagem, mas são processos muito diferentes. A mimetização ocorre quando uma espécie animal imita características de outra espécie animal ou vegetal, tornando-as muito parecidas e enganando os predadores ou as presas. Existem algumas espécies de borboletas que possuem desenhos em suas asas semelhantes a olhos espantando assim seus predadores, ou ainda uma espécie de aranha que apresentam o corpo muito parecido ao de uma formiga permitindo uma aproximação da sua presa e uma captura mais fácil . Outro exemplo muito característico é a Cobra-coral-falsa (Oxyrhopus sp.), que  não é peçonhenta, se assemelha muito a Cobra-Coral-verdadeira (Micrurus frontalis e Micrurus corallinus), que são cobras peçonhentas, para se proteger de outros animais.

M. corallinus

M. frontalis

Oxyrhopus sp.

Portanto caro leitor, é sempre bom estarmos atentos aos “Lobos em pele de cordeiro”. Boa semana a todos!


Fonte das imagens 2,3 e 4:
São Paulo (estado). Polícia Militar do Estado de São Paulo. Comando de Policiamento Ambiental de São Paulo.

Por: Thaís Hipolito


segunda-feira, 4 de março de 2013

Que sejamos tão sábios quanto as corujas!


No embalo do início das aulas o NUPAS escolheu o animal símbolo da sabedoria para discutirmos um pouco mais, a coruja! E que ela então nos traga muita sabedoria em mais um ano letivo.
Foi na antiguidade que a coruja se tornou símbolo da sabedoria. Segundo a mitologia grega, Athena, Deusa da sabedoria, tinha como mascote uma coruja, que permanecia no seu ombro e lhe revelava todas as verdades invisíveis. Além disso, o que lhe conferiu este mérito foi o seu hábito noturno e sua visão privilegiada. Acreditava-se que as corujas viam o que os humanos não viam, por enxergarem na escuridão e conseguirem girar seu pescoço em 270º. Representando, portanto, para muitas culturas uma conhecedora do oculto. Não é a toa que a coruja aparece em vários desenhos como uma grande conselheira, contadora de histórias e transmissora de conhecimentos.

                                  Sr. Corujão, personagem do Desenho Winnie the Pooh da Walt Disney

As corujas, assim como outras aves são usualmente classificadas por ornitólogos como aves de rapina, por alimentarem-se de outros animais além de apresentarem bicos e patas especialmente adaptados para a caça. As corujas, pertencentes a ordem Strigiforme,  são ainda divididas em rapinantes noturnos, assim como os mochos, as suindaras, entre outros.
A relação entre o homem e os rapinantes pode ser considerada paradoxal, pois por diversas civilizações antigas foram consideradas como símbolos de veneração religiosa ou poder, essas mesmas aves têm sido impiedosamente perseguidas nos últimos séculos como predadoras de animais domésticos. No entanto, o progressivo conhecimento sobre a biologia desses animais vem demonstrando sua verdadeira importância ecológica no controle de vários insetos, aves e roedores considerados pestes na agricultura ou reservatórios de zoonoses, revelando os benefícios que a conservação dessas espécies pode gerar ao homem. Ainda assim, inúmeras ameaças pairam sobre as aves de rapina no Brasil, assim como no mundo inteiro, sendo a maior delas a degradação e destruição do habitat, seguida pela contaminação ambiental por pesticidas e outro poluentes (metais pesados e compostos bifenólicos), destruição de corredores de migração, envenenamento intencional e tráfico internacional de animais selvagens.
Conhecido por sua impressionante extensão territorial e biodiversidade, o Brasil abriga quase 1.800 espécies de aves, segundo cálculos recentes do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO, 2006). Entre as espécies da ordem Strigiformes, a família Tytonidae possui apenas uma representante na América do Sul, a suindara (Tyto alba), que se caracteriza pela presença de um disco facial em forma de coração, estrutura delgada e coloração ventral branca. Paralelamente, a família Strigidae compreende 49 espécies no continente, das quais 19 encontram-se em território brasileiro. Algumas particularidades que separam as suindaras da família Strigidae são a estrutura da siringe (membrana localizada no aparelho respiratório, responsável pela produção e emissão de sons) e a posição das pernas.
Ao contrário da crença-popular, na ordem Strigiformes raras são as espécies de hábitos essencialmente noturnos, sendo a maioria das corujas de atividade crepuscular. No entanto, a coruja buraqueira (Speotyto cunicularia) e o mocho dos banhados (Asio flammeous) são considerados diurnos, enquanto algumas aves do gênero Glaucidium apresentam hábitos diurnos até certo ponto.
Se considerarmos a presente lista de fauna ameaçada de extinção no Brasil, perceberemos que quatro de nossas aves já foram extintas na natureza. Duas delas, que também ocorriam em outros países, nunca mais poderão ser vistas em seus ambientes naturais; ninguém mais poderá apreciar seu colorido, seu canto ou seu voo e, pior, suas interações com outras espécies de animais e plantas também desapareceram por completo. Estas aves que desapareceram nos mostram em quê e como erramos no passado e, claro, são a mais pura tradução do que irá acontecer com a nossa biodiversidade se o processo de destruição da natureza prosseguir nos níveis e velocidade atuais.
Por fim, leitores do blog É o Bicho, desejamos um bom início de atividades e que saibamos agir sempre com grande sabedoria, seja no trabalho ou com relação aos animais silvestres!

Por: Thaís Hipolito

MACHADO, A.B.M., DRUMMOND, G.M., PAGLIA, A.P. (org) Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Vols 1 e 2. Brasília: MMA, 2008.
CUBAS,  Z.S., SILVA,  J.C.R. & Cartão-Dias J.L. (ed.) Tratado de Animais Selvagens - Medicina Veterinaria. Editora Roca, São Paulo.
São Paulo (estado). Polícia Militar do Estado de São Paulo. Comando de Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Exímios Invasores!


     Quando imaginávamos o blog do NUPAS tínhamos em mente repassar informações sobre a fauna silvestre nativa do Estado de Santa Catarina, principalmente, mas hoje nos surgiu a ideia de repassar a você leitor, alguns dos animais silvestres exóticos para o Estado. Pois é, desde pequenos somos influenciados pelos desenhos animados e filmes, como o clássico Rei Leão, ou quando visitamos o zoológico acabamos dando maior ênfase e destaque para animais que na sua grande maioria são exóticos para Santa Catarina e o Brasil. O que poucos sabem, e o NUPAS vêm transmitir hoje, são as implicações que esses animais causam sobre os nativos, ao serem soltos na natureza.
     Biologicamente os animais silvestres nativos pertencem a um grande nicho, presentes nele várias cadeias alimentares, habitats, comportamentos, preferências alimentares e diferentes hábitos. Quando animais exóticos são integrados a esse nicho, acabam por interferir desarmonicamente nos recursos oferecidos pelo habitat, como por exemplo, a competição por alimentos. A inserção de animais exóticos à fauna local/nativa é um entre tantos outros fatores que ameaçam a sobrevivência de determinados animais.
     Há algum tempo atrás era muito comum caminhoneiros que viajavam para as Regiões Centro-Oeste e Nordeste Brasileira se encantarem com pequenos primatas, comprando-os e trazendo-os para seu filhos criarem como animais de estimação, são os conhecidos Saguis – de – tufo – preto. Infelizmente, na maioria das vezes essa relação não era muito boa, por se tratarem de animais bravos, os donos acabavam soltando-os na natureza. Cientificamente denominados Callithrix penicillata, os saguis não ocorrem originalmente na Região Sul, porém foram introduzidos na Mata Atlântica dessa região e tiveram uma ótima ambientação. Pertencentes à família Callithrichidade apresentam, na maioria das espécies, tufos e bigodes e possuem como característica uma interessante e longa cauda, algumas vezes maior que o comprimento do corpo, não preênsil. Tem hábitos arborícolas e se alimentam de frutos, insetos e gomas de árvores, assim como outros primatas.
     Outro animal conhecido na Serra e no Oeste catarinense é o Javali, pertencente à ordem Artiodactyla, família Suidae, gênero Sus e nome científico como Sus scrofa. Este animal é natural do Norte da África e Sudeste da Ásia com uma rápida expansão da espécie na Europa, em uma escala curta de tempo este ser foi introduzido na América do Sul com o objetivo da criação, principalmente na Argentina e no Uruguai, de onde ingressou ao Sul do Brasil escapando do cultivo e se tornando uma espécie exótica invasora, gerando problemas na fauna e na flora. Devido sua agressividade e força, o animal acaba invadindo a área onde se encontram Catetos (Pecari tajacu) e Queixadas (Tayassu pecari) gerando competição por alimento e território, além de inviabilizar as regenerações florestais, já que a espécie geralmente está inserida em um grupo com média de 50 indivíduos liderados por fêmeas e possuem uma taxa de reprodução relativamente alta. No quesito alimentação, esses animais são onívoros, consumindo 95% de produtos vegetais (frutos, raízes, tubérculos e capins) e 5% de origem animal (ovos, aves, larvas, minhocas, rãs e peixes).
     Compreende-se também como espécie exótica, a Lebre, de ordem Lagomorpha, família Leporidae, gênero Lepus e de nome científico Lepus europaeus. Encontrada principalmente na Europa, no Norte da África e na Ásia. Chegou aos territórios brasileiros no século passado através do Chile e da Argentina, onde utilizavam o animal em fazendas de caça, porém, acabou escapando pelo Sul do Brasil e chegando ao Sudeste, que é onde ocorre a maior atividade da Lebre em relação a estragos em lavouras, utilizando dos recursos (frutas, legumes e hortaliças) para se alimentar e gerando despesas aos produtores rurais. São animais que possuem comprimento de 47 a 70 cm e sua altura é de aproximadamente 30 cm, podendo chegar a 55 km/h, além de possuírem uma ótima audição, olfato e tato.
     Fique de olho, em breve novas publicações do NUPAS aqui no blog!

Por: Mateus S. Fagundes e Thaís Hipólito

Fonte:

Cubas Z.S., Silva J.C.R. & Catão-Dias J.L. (ed.), Tratado de Animais Selvagens - Medicina Veterinária. Editora Roca, São Paulo.

São Paulo (estado). Polícia Militar do Estado de São Paulo. Comando de Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Data comemorativa?

   Todos sabemos que amanhã dia 7 de setembro (07/09) é feriado nacional, aonde são comemorados 190 anos da Independência do Brasil, um marco importante para a história brasileira, no qual o Brasil deixou de ser colônia de Portugal. Mas o que aconteceu no Brasil e no Mundo desde 1822? Vamos destacar alguns pontos importantes da história:
  • De 1822 até 1889 o período chamado de Brasil Imperial, inserido nele o sancionamento da Lei Áurea em 13 de maio de 1888.
  • Em 15 de novembro de 1889 ocorreu a Proclamação da República.
  • Iª Guerra Mundial que ocorreu de 1914 a 1918.
  • IIª Guerra Mundial de 1939 a 1945.
  • Em seguida a Guerra Fria que durou de 1945 a 1991.
  • Golpe Militar em 1964 no governo Jango.
  • Trazendo a Ditadura Militar que durou de  1964 até 1985.
  • No final da Ditadura Militar as Diretas Já (1983 - 1984).
  • O período de 1990 a 1994 marcado por altas inflações, com média anual de 765% .
  • Eco 92 no Rio de Janeiro, em 1992
  • As privatizações ocorridas nos Governos Collor (1990 - 1992), Itamar Franco (1992 - 1995) e Fernando Henrique Cardoso (1995 - 2002).
  • Governo Lula (2003 - 2010) marcado pelo Bolsa Família, Fome Zero e o Mensalão (2005 - 2006) a maior crise política.
  • Atualmente o Governo Dilma, a primeira presidenta brasileira eleita em 2011
  • Rio +20, no Rio de janeiro, em 2012.
   Todos esses dados nós aprendemos e estudamos na escola, mas e os animais de todas essas gerações? Hoje o NUPAS irá lhe apresentar algo que você provavelmente não aprendeu na escola. Sejam bem vindos ao "Reino Brasileiro dos Animais Ameaçados de Extinção"!
   O Brasil possui uma extensão de 8,5 milhões de km², cinco biomas importantes e o maior sistema fluvial do mundo, o que lhe confere o título de um país megadiverso, abrigando cerca de 13,2% da biota mundial. E de números o Brasil entende bem, segundo dados divulgados esse ano (2012) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística sobre Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, traçam o retrato do desmatamento no País. A Mata Atlântica encontra-se em primeiro lugar, com apenas 12% da sua área natural preservada, trazendo em segundo lugar o Pampa que já perdeu 54% de sua área original e em terceiro lugar o Cerrado Brasileiro, o segundo maior bioma brasileiro, já foi desmatado cerca de 49,1% de sua área original. Esse crescimento desordenado causa uma distribuição, perda e fragmentação do habitat natural de muitas espécies da fauna silvestre brasileira, o que leva a um desequilíbrio ambiental e populacional, ocasionando por sua vez a extinção de algumas espécies.
  Soma-se hoje no Brasil, dentro do universo de espécies conhecidas pela ciência, cerca de 530 espécies de mamíferos, 1.800 de aves, 680 répteis, 800 de anfíbios e 3.000 peixes; além de uma imensidade ainda não mensurada de invertebrados. Dentre os instrumentos para avaliar a conservação da fauna brasileira estão as listas das espécies ameaçadas de extinção, as chamadas Listas Vermelhas. A lista vigente no Brasil até 2008, promulgada pelo IBAMA, segundo as portarias 1522/89; 45- N/92 e 62/97, continha 218 táxons. Porém, no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, lançado pelo IBAMA, com o apoio do Probio/MMA, em 2008, a nova lista consta de 627 táxons ameçados de extinção, entre os quais sete são as espécies extintas no Brasil segundo os pesquisadores (quatro invertebrados, um anfíbio e duas aves).
 
Fonte: MACHADO et al (2008)
 
 
        Proporção de espécies ameaçadas da lista brasileira
         nos diferentes biomas em cada categoria de ameaça.

Fonte: MACHADO et al (2008)
 
  Segundo MACHADO et al (2008) mais da metade dos táxons citados concentram-se na Mata Atlântica, seguido do Cerrado Brasileiro. Contendo como principais ameças e causas catalisadores do processo de extinção das espécies a supressão da vegetação, a exploração madeireira, as queimadas, a conversão dos campos em pastagens, as monoculturas, a poluição dos rios e oceanos, a construção de hidrelétricas com a transformação dos ambientes lóticos em lênticos, a introdução de espécies exóticas invasoras, a caça ou perseguição, a caça predatória e o comércio ilegal de espécies.
   Localizado no bioma da Mata Atlântica, infelizmente para o Estado de Santa Catarina não foi diferente, portanto seguem abaixo algumas espécies que ocorriam ou ocorrem no estado e que se encontram ameaçadas de extinção:
  • Ischnocnema manezinho, popularmente chamado de Manézinho, pertence a classe dos anfíbios, ocorre somente no Litoral Catarinense.
  • Chrysocyon brachyurus, um Canídeo mais conhecido pelo nome de Lobo - Guará, ocorria no Estado Catarinense.
  • Puma concolor, ainda ocorre no estado, porém não ocorre no Litoral Catarinense, apelidado de Puma, Onça parda, Suçuarana, entre outros.
  • Myrmecophaga tridactyla costumava ocorrer em Santa Catarina, é um mamífero com nome popular Tamanduá - bandeira.
  • Mazama nana, este cervídeo de muito difícil visualização é conhecido também como veado - bororó- do -sul.
  • Amazona pretrei , também chamado por Papagaio Charão ocorre principalmente na Serra Catarinense.
  • Xolmis dominicanus, é ela a Noivinha - de - rabo - preto uma ave.
  • Alouatta fusca, um mamífero muito conhecido como Bugio.
   Portanto caro leitor, vamos aproveitar esse feriado para pensar um pouco mais em nossas ações para com o meio ambiente e os animais silvestres, e tenham todos um ótimo feriado!
 
Por: Thaís Hipolito
 
Fonte:
IBGE
 
Revista Época Negócios
 
IUCN Red List
 
MACHADO, A.B.M., DRUMMOND, G.M., PAGLIA, A.P. (org) Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Vols. 1 e 2. Brasília: MMA, 2008.