domingo, 15 de setembro de 2013

Bicho da Semana

   O Veado-Catingueiro (Mazama gouazoubira) é um ruminante silvestre, tendo como característica diferenciativa um tufo na testa de pelos escuros. Além disso, os chifres no macho também são característicos, suas galhadas são simples e sem ramificações, podendo chegar até 12 centímetro de comprimento e tendo uma média de 20 anos de vida. As fêmeas não possuem chifre, apenas uma elevação na testa, seus pelos são mais claros que os do macho. A maioria dos indivíduos apresenta uma pinta branca acima dos olhos, que não é encontrada nas outras espécies. O animal adulto pode medir acima de um metro e pesar vinte quilos. Particularmente é um dos silvestres mais bonitos a serem encontrados.


   São animais de vida solitária que somente na época de acasalamento se reúnem. O macho costuma andar sozinho e a fêmea normalmente está com um filhote. Geralmente, dois machos disputam uma fêmea, utilizando seus chifres para ferir seu oponente. Depois de sete meses de gestação, a fêmea dá a luz a apenas um filhote que pesa cerca de 500 gramas, com manchas brancas pelo corpo, o que lhe é muito particular, elas tem como principal função a camuflagem.


   Sua dieta é rigidamente vegetariana, alimentam-se de brotos, folhas, frutos e flores. Quando se sente ameaçado tende a correr muito rápido e pode também pular na água, sendo um bom nadador.
   Seu habitat são as matas densas nas margens de rios, pode ser encontrado também em campos abertos onde existem matas próximas. É um animal de hábito diurno, porém pode realizar saídas noturnas. Seus predadores naturais são o Puma (Puma concolor) e a Jaguatirica (Leopardus pardalis). As principais causas que podem estar levando o Veado-Catingueiro rumo à extinção são a caça e a destruição do seu habitat.

Por: Fernanda Cabreira e Letícia Freitas

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Que nossa fauna entre no mundo da imaginação

Quando criança sempre acreditei em Papai Noel, nos seus Ajudantes, na Fada do Dente e no Homem do Saco. Era um mundo de imaginações que às vezes, confesso, me bate uma saudade. Quem nunca ficou sonhando com o coelhinho de pelos brancos e olhos vermelhos que traz aqueles ovos deliciosos? Hoje em dia, me pergunto quem será esse coelho? Será que ele realmente existe? Ou será que não estava me confundindo e trocando coelho por lebre ou lebre por tapiti?


Todos eles pertencem à ordem Lagomorpha, portanto, vamos distingui-los rapidamente: os coelhos são domésticos e as lebres e os tapitis são silvestres. Como já comentamos em uma atualização passada (Exímios Invasores - http://bicharadasilvestre.blogspot.com.br/2012/09/eximios-invasores_330.html), a lebre (Lepus europaeus) é um animal exótico no Brasil, que foi introduzido há muitos anos atrás. Já o tapiti (Sylvilagus brasiliensis) é um animal nativo brasileiro. No entanto, qual a diferença da lebre para o tapiti?
O tapiti é um mamífero leporídeo que ocorre em todas as regiões brasileiras, habitando matas tropicais, bordas de matas e áreas de pastagens. Apresenta uma coloração parda- amarelada, sendo mais escura no dorso e mais clara ventralmente. Os tapitis podem medir entre 20 e 40 cm de comprimento e pesar entre 500g e 1,5kg. Estes animais são considerados herbívoros, alimentando-se principalmente de cascas, brotos e talos de muitos vegetais.  Sendo caracterizado como um animal de hábitos noturnos que durante o dia se esconde em tocas ou debaixo das touceiras de ervas.

www.ecoloja.com.br

Apesar de muito parecidos com as lebres eles são muito menores do que elas, com orelhas pequenas, estreitas e cauda muito reduzida. Além disso, um fato preocupante para os tapitis é que ambos apresentam a mesma dieta alimentar. A lebre consome mais alimento e possui uma maior adaptabilidade da dieta, sendo um animal generalista. Por conseguinte, acaba ocorrendo uma competição entre espécies e na maioria das vezes o Tapiti perde.
As lebres são muito mais adaptáveis a condições impostas pelo ser humano, como a transformações de florestas em campos e áreas de lavoura, sendo considerada em alguns casos uma praga.
Não estou pedindo que deixem de contar pras crianças sobre o coelho da páscoa, jamais. Mas por que não contar sobre o tapiti?

Por: Thaís Hipolito
Fonte:
www.iucnredlist.org

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

As tartarugas marinhas

            As tartarugas marinhas existem a mais de 150 milhões de anos, são répteis que tiveram origem na terra, porém com sua adaptação evolutiva acabou se acomodando ao meio marinho. Você sabia que no grupo dos répteis só as espécies de tartarugas que estão situadas aqui no litoral de Santa Catarina podemos encontrar espécies que estão criticamente ameaçadas? Além das que estão em perigo e as que são vulneráveis.
            Na costa brasileira cinco espécies de tartarugas são encontradas, todas estão em ameaça de extinção, sendo elas a:
  • Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) –  Estado: Criticamente ameaçados
  • Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) – Estado: Criticamente ameaçados
  • Tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) – Estado: Em perigo
  • Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) – Estado: Em perigo
  • Tartaruga-verde (Chelonia mydas) – Estado: Vulnerável

O processo de extinção é um evento natural, ou seja, espécies surgem por meio de eventos de especiação como, por exemplo, longo isolamento geográfico, seguido de diferenciação genética e desaparece devido a eventos de extinção como catástrofes naturais, surgimento de competidores mais eficientes. Mas é um processo extremamente lento, temos como exemplo a extinção dos dinossauros, ocorrida naturalmente há milhões de anos e ao que tudo indica devido a alterações climáticas na queda de um grande meteorito. Enfim, o problema é que esse processo de extinção vem sendo acelerado cada dia mais e o agente dessa atividade somos nós humanos.  Acabamos interferindo nesse processo natural de extinção como por meio de destruições de habitats, exploração dos recursos naturais e entre outros.
Desde o nascimento até atingir a maturidade as tartarugas sofrem inúmeras barreiras para sua sobrevivência, segundo pesquisas de cada mil filhotes que nascem somente um ou dois conseguem atingir a maturidade, ou seja, o índice de extinção é muito preocupante. Esses obstáculos podem se levar pela poluição dos oceanos, aquecimento global, e principalmente a pesca incidental onde elas ficam presas nos diversos tipos de redes e anzóis, não conseguem subir a superfície para respirar e acabam morrendo.
Outro fator importante é uma doença chamada fibropapilomatose, caracterizada por apresentar tumores de pele que podem também afetar os órgãos internos. A espécie que mais sofre com a doença é a das tartarugas verdes (Chelonia mydas). Esses tumores são benignos mas acabam prejudicando-as em sua alimentação e seu deslocamento, às vezes causando a morte. Ocorre frequentemente em locais poluídos, em áreas conservadas raramente há registros de casos. A poluição é o fator pelo qual o homem está contribuindo para a intensificação desta doença.

(Tartaruga-de-pente que se está criticamente ameaçada.)

Motivados com esses problemas foi criado o projeto TAMAR que é patrocinado pela Petrobrás, situado em Florianópolis onde, prioriza pesquisas avançadas que resolvam aspectos práticos para a conservação destes animais. Realizam monitoramento tanto nas áreas de alimentação quanto nas de reprodução é feita uma marcação todos recebem um anel de metal nas nadadeiras dianteiras para identificação e estudo do seu deslocamento, hábitos comportamentais e dados sobre crescimento e taxa de sobrevivência.
Segundo o projeto TAMAR é necessário “primeiro cuidar das pessoas, para que elas tenham condições de proteger a natureza, o mar e as tartarugas marinhas”. Afim disso investem na inclusão social, principalmente as populações locais que podem influir diretamente nas condições de habitat das tartarugas. Cada vez mais se fala em conservar a biodiversidade, é um dever de todos amenizarem o sofrimento e a extinção de muitas espécies, ajude a mantê-las em nosso meio!!

Por: Fernanda Cabreira e Letícia Freitas

Fonte: lista das espécies da fauna ameaçada de extinção em Santa Catarina


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Nossas ilustres visitantes

   Eubalaena australis é o nome científico do mamífero conhecido popularmente como Baleia Franca. Classificada na Ordem dos Cetáceos, as Baleias Francas são animais marinhos de grande porte, chegando a medir mais de dezessete metros de comprimento. Segundo registros de captura, as fêmeas adultas podem pesar mais de 60 toneladas, já os machos mais de 45 toneladas. Este animal apresenta coloração negra com manchas brancas irregulares na região ventral, e possui o corpo arredondado.
   Uma característica significativa desta espécie é a presença de calosidades ou "verrugas" na região dorsal e lateral da cabeça. As baleias já nascem com as calosidades, que se apresentam mais macias e com o passar do tempo vão se tornando mais firmes; porém, estas não modificam significativamente o seu tamanho e forma, o que permite sua utilização para identificação individual. Estas verrugas apresentam coloração acinzentada ou branco-amarelada, variando conforme a presença dos ciamídeos - as colorações são: Cyamus ovalis branco, C. erraticus alaranjado, C. gracilis amarelado - crustáceos que colonizam as calosidades logo após o nascimento da baleia.

   Outra peculiaridade da Baleia Franca é o seu "esguicho" em formato de "V", este é resultado do ar expelido rapidamente durante a respiração e do pequeno acúmulo de água na depressão dos orifícios respiratórios quando o animal vem à superfície para respirar.
   Segundo a Resolução nº 002, de 06 de Dezembro de 2011, do Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA) de Santa Catarina, a Baleia Franca encontra-se ameaçada de extinção na categoria vulnerável. A E. australis  encontra-se nesta categoria de extinção pois durante os séculos XVIII e XIX as baleias eram alvos dos chamados baleeiros. À procura, principalmente, da camada de gordura espessa para a produção de óleo - muito requisitado na época -, os pescadores viam nas baleias um alvo grande e fácil de ser capturado. Já no séculos XX foram impostos limites para a caça das baleias, mas o que não impediu que clandestinamente cerca de 350 animais (segundo registros históricos) fossem abatidos durante as décadas de 50 e 70.

   Portanto, com o intuito de proteção, conservação e pesquisa à Baleia Franca, fundou-se o Projeto Baleia Franca, com sede no município de Imbituba, litoral do Estado. Sua localização se deve ao fato de as Baleias Francas frequentarem o litoral catarinense na época de reprodução, para o acasalamento, parição e amamentação dos filhotes, durando as estações de inverno e primavera. É neste período que o turismo ecológico cresce muito nas cidades de Imbituba, Laguna e Garopaba. No entanto, desde o decorrente ano (2013), a observação embarcada das baleias, seja ela com ou sem motor, está proibida pelo Tribunal Regional Federal (TRF). Apesar disto, você está convidado a pegar seu binóculo e procurar os locais mais altos das cidades citadas acima e avistar as Baleias Francas que visitam o nosso litoral.

Por: Thaís Hipolito e Fernanca Cabreira

Fonte:
As imagens ilustradas acima foram retiradas do site do Projeto Baleia Franca.

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio
www.icmbio.gov.br

Projeto Baleia Franca
www.baleiafranca.org.br

Insituto Baleia Franca
instituobaleiafranca.blogspot.com.br

RBS central de jornalismo
www.g1.globo.com/sc

União Internacional para a Conservação da Natureza - IUCN
www.iucnredlist.org

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Se não correr o bicho morre

   Somente nas duas últimas semanas, a Polícia Militar Ambiental de Lages apreendeu 13 armas de fogo, em sua grande maioria espingardas de diversos calibres, em posse de indivíduos que estavam praticando ou já haviam praticado a atividade de caça predatória nas mais diversas localidades da Região Serrana do nosso Estado. Além da grande quantidade de armas e petrechos para caça, o que mais chama atenção nessas ocorrências são a origem e faixa etária dos caçadores. É crescente incidência de pessoas vindas do Vale e Alto Vale do Itajaí, bem como do Litoral de maneira geral, para praticarem a caça predatória em nossa região. Tal fato pode estar diretamente relacionado a grande "oferta" de animais silvestres existentes aqui na serra, ao contrário do que se percebe em outras regiões, que já sofrem com os efeitos da defaunação. No mesmo sentido, apesar dos inúmeros atrativos sadios de lazer oferecidos atualmente aos nossos jovens, também é crescente a prática da caça predatória por pessoas com idade inferior a 30 anos, e em alguns casos, por menores de idade. É indiscutível que essa prática é histórica e cultural, tendo sido primordial para a subsistência humana em alguns períodos de nossa existência. Entretanto, é notório atualmente o caráter de "farra" implícito nesse tipo de prática. Caçar para sobreviver já não é mais a justificativa. O que se vê são homens engajados pelo melhor tiro, ou como diz o serrano, no melhor "tombo do bicho".

 Fonte: Arquivo Polícia Militar Ambiental de SC
    Atualmente a caça predatória associada à fragmentação das florestas é a principal causa da defaunação nos biomas brasileiros, principalmente na Mata Atlântica. Algumas espécies estão extinguindo-se localmente, comprometendo significativamente alguns processos ecológicos importantes para o equilíbrio dos ecossistemas. Observamos o aumento das chamadas "florestas vazias", onde algumas espécies vegetais estão fadadas a extinção por conta da impossibilidade de dispersão de suas sementes, uma vez que os agentes responsáveis já não desempenham seu papel. Da mesma forma, o aumento de populações sem predadores naturais pode trazer consequências indesejáveis para as próprias florestas, esgotando fontes alimentares rapidamente e evitando o fluxo de propágulos. Para o homem, esse aumento pode acarretar em prejuízos relacionados ao ataque de lavouras e rebanhos.

 Fonte: Arquivo Polícia Militar Ambiental de SC

   E como reduzir a prática da caça predatória, e consequentemente de seus efeitos?
   Atualmente o país detém uma das melhores legislações ambientais do mundo, senão a melhor. Entretanto, a Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e o Decreto Federal nº 6.514/08, que a regulamente, são extremamente brandas no tocante aos crimes contra a fauna. Na esfera administrativa, a multa para quem ceifa a vida de um animal através de sua caça, é de quinhentos reais. Já na esfera criminal, a pena para quem mata um, cinquenta, ou cem animais é a mesma, dificilmente passível de prisão ou outras sanções mais severas.
   É fundamental, portanto, uma minuciosa revisão da legislação voltada aos crimes contra a fauna no Brasil, tornando mais severas as sanções para quem pratica a caça predatória.
   Mas essa iniciativa deve partir da população, principalmente dos segmentos da sociedade formadores de opinião, como as universidades e as organizações do terceiro setor. Desta maneira poderemos reverter o atual quadro de declínio de espécies animais e vegetais no país.


Por: Diego Küster Lopes - Biólogo e Soldado da Polícia Militar Ambiental
  

terça-feira, 2 de julho de 2013

Leão goleia o peixe pela vaga na final.

   Num jogo memorável, o time do Leão vence o time do Santos, demonstrando raça e força dignas de um time campeão. Quantas vezes lemos nos noticiários, manchetes como estas? Associando qualidade de animais e também da flora, a equipes de futebol, a produtos e as pessoas de modo em geral. Várias vezes. Parece-nos que as pessoas têm um amor ilimitado pela nossa natureza. Porém, a realidade é outra, e queremos discutir neste projeto como valorizar a nossa fauna nativa através de mecanismos que tenham auto grau de replicação e inserção na sociedade, demonstrando que aquele animal que é símbolo de raça e força, é um bicho típico de nossas matas e deve ser protegido.
   Num país de tantos problemas sociais, não poderíamos esperar que a área ambiental fosse prioridade, ou que tivéssemos no mínimo, o mesmo "status" das demais. Porém, o que percebemos é que há uma porta de entrada, uma oportunidade, pouco explorada por ambientalistas e outras pessoas preocupadas com o tema, para valorizar a nossa fauna, a nossa natureza; agregando um valor sentimental que é muito mais forte do que um valor econômico.
   No nosso cotidiano vemos a imagem, as qualidades de vários animais associadas as mais diversas situações, atribuindo a estes qualidades humanas, que podem ser "visualizadas" nestes, como a sabedoria da Coruja, símbolo dos cursos de Direito. Quem foi que disse que Coruja é sábia? É um conceito inserido no subconsciente da população, devido às características deste animal que sugerem uma sapiência maior que a dos outros. Aproveitar esta situação é o nosso desafio, tornar este símbolo em algo real, algo que a população em geral, que já tem bicho em bom conceito, se sinta "obrigada" a ajudar na sua preservação e expandindo a ideia, na proteção de seu habitat, o que favoreceria outras espécies menos carismáticas.


   Um primeiro passo neste caminho seria criar uma campanha de divulgação dos animais nativos brasileiros, transformá-los em "garotos propaganda" da nossa natureza e isto pode-se dar através de alterações simples em alguns locais chaves, por exemplo nos livros escolares, em vez de aprendermos o "G" de girafa, aprenderemos o "G" de gambá, parece tolice, mas podemos perceber em outras culturas, a valorização da sua fauna e consequentemente o apelo a sua conservação. Um caso emblemático é o "Panda", símbolo da organização WWF, há toda uma rede de apoios a preservação desta espécie, que necessariamente não é a mais ameaçada de extinção. Precisamos aproveitar a inserção das espécies nativas nos diversos meios da sociedade para provoca-los a "adotar" estes mascotes, para que quando discutamos um empreendimento a população se sinta no direito e dever de participar, porque quer proteger a nossa fauna. Evidentemente exercendo mais pressão por bons estudos e discutindo a viabilidade do empreendimento.
   É claro que o caminho não esta pronto, muito menos é fácil, há a necessidade de se criar todo um projeto pedagógico e de marketing, para que a população associe a imagem positiva que ela já tem da nossa fauna em atitudes reais para sua proteção, parte deste caminho já está pronto, a partir do momento que um time de futebol adota "Baleia" como símbolo, isto é uma propaganda grátis, só precisa ser trabalhada. E nem estamos citando outros exemplos da flora, que poderiam também ser melhor aproveitados, contribuindo na "valorização emocional" da nossa natureza.

Por: Michel Omena

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Viva a monogamia, ou não.

Não importa em qual cidade do Brasil você esteja, seja no meio do mato, na cidade ou na praia, faça chuva ou faça sol, convenhamos que hoje o dia amanheceu mais cativante e com um toque de paixão no ar. Seja você solteiro, namorado, casado, divorciado ou até viúvo, é hoje que lembramos cada um do seu par e da sua relação monogâmica, ou seus pares e seu harém, se assim preferir. No dia dos namorados, o NUPAS apresenta pra vocês os animais monogâmicos, solteirões convictos e aqueles que admiram um bom harém.
Começamos por aqueles que vivem um amor tão arrebatador que depois que se conhecem quase trocam juras de amor – se não fossem animais, claro - e literalmente vivem juntos até que a morte os separem. Um exemplo muito conhecido é o João de Barro (Furnarius rufus), o casal constrói o ninho utilizando barro úmido, esterco e palha, em formato de forno de barro, que pode ser facilmente identificado e visualizado no alto de árvores e postes. O interior do ninho possui uma parede separando a entrada da câmara incubadora, diminuindo as correntes de ar e o acesso de possíveis predadores. Eles não utilizam o ninho por mais de duas estações seguidas, realizando um rodízio entre dois ou três ninhos, quando não há mais espaço eles constroem em cima ou ao lado do ninho velho. Outros exemplos de animais que vivem em casal são a Curicaca (Theristicus caudatus) e o Papagaio-charão (Amazona pretrei).


Como todo solteirão bem seguro de si, eles conquistam as fêmeas na época em que elas estão mais propensas a se sentirem atraídas. Esse processo ocorre na grande maioria dos animais, sejam mamíferos ou aves, são nos períodos de reprodução que o macho e a fêmea se procuram para acasalarem e procriarem. Trazendo esse exemplo para a nossa região, encontramos o Puma (Puma concolor), os animais vivem isolados e na época de reprodução – não específica – os animais copulam. A fêmea permanece grávida por aproximadamente 90 dias e após o nascimento o filhote vive sob os cuidados da mãe até os dois anos de idade.
Há ainda aqueles mais ousados que constituem um harém, formando um grupo seleto, no qual as fêmeas se conhecem e mesmo assim convivem super bem. As capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris) são exemplos de roedores que vivem dessa maneira. Em um grupo formado por um número variado, geralmente não ultrapassando vinte indivíduos, constituído de machos e fêmeas, no qual o macho alfa é o principal procriador.


Querido leitor, brincadeiras a parte, desejo que você aproveite essa noite, independente do seu “status de relacionamento”!


Por: Thaís Hipolito